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Abobrinhas no Sótão by ChatGPT

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O crime da bilheteira Beatriz

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CENÁRIO: A bilheteria da imponente estação ferroviária Lisboa Santa Apolônia PROTAGONISTAS: JoséLuiz, Memília e a bilheteira Dona Beatriz COADJUVANTES: João e Vania PREVISÕES METEOROLÓGICAS PARA LISBOA: “A partir desta quinta-feira, 25 de outubro, Portugal Continental será afetado pela depressão Aline. Depois da depressão Babet, o estado do tempo vai piorar, com o país a enfrentar uma nova depressão, a afetar sobretudo as zonas do centro e do sul.” A bilheteira conversa com um colega. Percebe que JoseLuiz e Memilia não desistem e os chama: Beatriz: - Qué que desejam? JoseLuiz: - Boa tarde! A bilheteira retribui o Boa Tarde, enquanto JoseLuiz lê, pausadamente, a sua fala previamente ensaiada. Quero comprar 4 bilhetes na 1a Classe do comboio 570, Intercidades, dia 02/11, partida 10h02m, de Lisboa - Oriente para Faro. Beatriz: - As vossas identificações, faz favor. JoséLuiz e Memilia apresentam seus respectivos Cartão de Cidadão. Memilia lembra o desconto de 50% n...

O tensor e a correia do alternador

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 Semana passada, o HondaFit1.5 sentiu-se mal e foi parar na emergência da TOTAL Motors, uma oficina não autorizada, eficiente, que facilita em até três vezes, escondida nos fundos do Freeway. Foi assim: o Zeluiz, todo prosa dele, serpenteando pela avenida da praia, trazia no bagageiro víveres e guloseimas da Virada do Mundial; era quase noite, e de lua azul; de repente, um suspiro ‘– Plec, plec, plec’, vindo das entranhas do Fit

O Arroz de Memi

O Arroz e a Memi, ele, polido, longo, fino e tipo hum, ela, habilitada, alerta e atinada nos temperos, davam-se muito bem, há longos anos; a afinidade e a sinergia entre ambos era tanta, que o Arroz ficou conhecido no universo da gastronomia como o Arroz de Memi. “Oh, meu encanto de arrozinho, cozinhado, soltinho, branquinho” dizia Memi, exultante, quando levantava a tampa da panela e dava de cara com o Arroz, tal qual um bebê sequinho e cheiroso no seu berço. “Que nada Memi, você é que me tempera com muito amor, e se fico assim do seu agrado não faço mais que a minha obrigação”, replicava o Arroz todo prosa. A reverência era tamanha, que à hora de servir-se duma colher do Arroz,

Miguel Pereira sempre

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Há muito de incompreensível e de enigma nas coisas que cercam o dia-a-dia, que rezas e curandeiros não conseguem evitar ou explicar. Vede o caso deste escorrega da piscina de Miguel Pereira: durante certo tempo, pouco distante d’agora, viveu como bon-vivant, curtiu dias inesquecíveis de paz, jamais foi atacado por uma multidão de banhistas, nunca soube de conflitos nem estresses; sua parceira de muitos verões, aquela escada de quatro degraus, marcou ponto ao seu lado na beira da piscina, fiscal enérgica de fronteira contra aventureiros de menos de metro e dez de altura na parte mais funda. Ele, ingênuo e bonachão, ela, seletiva e forte, completaram-se. Porém, porque não há histórias sem nenhum, e porque assim como são as pessoas são as coisas, chegou o dia

Portugal sempre

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Todos os dias, o noticiário matutino da RTP lança no ar o quadro “O Bom Por tuguês”; a seguir, abre-se a janela para o repórter apresentar o desafio linguístico do dia, em direto das ruas de Lisboa, car-re-gan-do no sotaque: – Senhor, peço desculpas, faz favor, mas como é que acha que se escreve indiscritível ; com “e” ou com “i”? – Indiscritível? In-dis-cri-tí-vel! Penso que é com “i”. – Com “i” ou “e”? continua a estagiária. – Talvez seja mesmo com ”e”. In-dis-cri-tí-vel. Ou será com “i”? Já não sei. Corta para imagem direto do estúdio; a âncora do telejornal também carrega na pronúncia e dá a solução para “O Bom Português”: – Indiscritível escreve-se com

Coluna Fedro I/36 - Fedromar, eu?

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    Fedro chamo-me eu; êles Felipe e Pedro. Tenho por dever protegê-los das maldades dos adultos. O fato é que, dia desses, um abnegado leitor da coluna sugeriu que me fizessem um upgrade: ad exemplus, que minha capa superprotetora fosse estendida, de modo a acolher também a doce Marina. E o filantropo, quiçá bem-intencionado, propôs-se a chamar de “Fedromar” a versão atualizada do super-herói. Data venia eminente leitor, penso que super-herói 2/3 mocinho e 1/3 mocinha seria malvisto neste lado par da Via-Láctea, onde a novela das sete nem pega, que atraso! Nem por isso, deixei de considerar a proposta, posto que não se deve desprezar idéias avançadas. Trazia eu a cabeça entre os braços para melhor refletir, quando ouvi vozes. Inclinei-me e apanhei o seguinte diálogo:     - Fedromar? O que te parece, primo Felipe?

Coluna Fedro I/35 - “Gay or guy”, eis a questão

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  Vai para além dos quinze dias, sem o agente da autoridade pôr fim ao mistério que envolve o facto midiatizado como a “quase-tragédia-da-Afonso-Pena”. Na altura, um pato de nobre madeira indiana foi achado em sua residência de inverno com a cabeça decepada do corpo. Após horas de manobras avançadas para reanimação de vida, a vítima foi transportada para um centro especializado em regrude de cacos, onde permanece sob os cuidados da equipa de resgate. O agressor fugiu para parte incerta e anda a monte.   O principal suspeito da autoria deste delito, que quase ceifa a vida ao pato, chama-se Dom Pedro Luiz, recém-chegado à terra, mas que já aprontou inúmeras. Duas testemunhas de apreço negam-se a colaborar com a inquirição, a tia-madrinha, Dona Silvia, e a avó-materna, Dona Maria: uma diz “- Não sei de nada!”; a outra jura “- Não percebi coisa alguma!”.  Ha-ha-ha, põem panos quentes. Que duas!   Pois o filme começou a mudar. Imagina errado quem pensa que isto p...

Coluna Fedro I/34 - Freguesia cresce e aquece PIB nacional

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Notícias da família “et alii” escritas a quatro mãos by Fedro RIO DE JANEIRO – Nunca, na história desta Cidade, outro lugar experimentou o intenso frenesi que hoje se instalou in Freguesia District. Tudo acontece sob o beneplácito da Igreja de Nossa Senhora da Pena, erigida em 1633 sobre um rochedo de 160 m de altu-ra, de onde se desnuda vasto horizonte da Baixada de Jacarepaguá. Parte de um amplo sistema de defesa da região mandada construir pelo Marquês do Lavradio, em 1770, a fim de que qualquer força invasora desembarcada entre a Ponta da Gávea e a Barra de Guaratiba fosse prontamente rechaçada, soldados e canhões foram instalados no pátio externo da igreja, para que o local funcionasse como atalaia em defesa da Baixada.  Cúmplice desse passado glorioso, The Freguesia, constituído bairro independente em 1993 - até então, fazia parte de Jacarepaguá – ensaiou vertiginoso progresso na estru-tura urbana após a emancipação.      Os sites de busca por...

Espalhando no céu agora

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