Tempos modernos
Já foi o tempo em que para viajar bastava um mapa e um dinheirinho no bolso. Um bom planejamento era levar mapas, traveleres checks e uns dólares na cueca. A grande dúvida era quantos filmes de 24 ou 36 poses. Para telefonar nos momentos importantes, o velho e bom cartão pré-pago da Embratel. Aí veio a tal da internet, convergência digital, made in China, tudo causa ou efeito da famigerada globalização, que não nos deixa ficar desconectados nem quando estamos dormindo.
Imprescindível:
Celular - Mesmo que ninguém seja louco de te ligar do Brasil, você tem que ter um celular caso...
Netbook, iPhone - Impossível você não enviar e-mails e fotinhas em uma viagem de mais de 3 dias. Todos cobram...
Máquina de retrato - Repararam que nome mais antiquado? Hoje é tudo, menos máquina, serve para filmar (lembram aquelas Super-8?), binóculo, anotar placas e, ultimamente, fotografar pratos no restaurante, mesmo que seja um simples romeu e julieta (mico é pedir ao garçom aquela foto tradicional DO RESTAURANTE).
Cartão de Crédito - É a mesma facilidade ao comprar no Barrashopping. Antes você sabia o que podia gastar, agora o céu e o limite (do cartão).
GPS - Não vivo sem ele... Aquilo de estudar mapa, perguntar no posto de gasolina, pegar o próximo retorno daqui a 10km, coisa do passado. É tão perfeito, que tem voz de mulher, apelido de mulher e discute com a outra mulher, liberando nós, homens, de todas estas tarefas...
Vida fácil para o viajante? P#$& nenhuma !!! Estas facilidades vem jundo com pendrives, cartões SD, baterias, USBs, adaptadores, cabos e mais cabos que nos levam a loucura e exaustão.
Semanas antes da viagem temos que planejar todas estas geringonças, habilitar cartão de credito, cartão pré-pago, fora quanto levar na cueca. É uma equação complicada, pois tem que ter troco pro estacionamento e evitar o IOF da Dilma. E a vida do viajante se transformou. Após um dia inteiro de passeios, filmagens e fotos, ao chegar no hotel, exausto, começa o inferno. Verificar o e-mail, qual a bateria que vai ser carregada primeiro, pois só tem um adaptador e uma tomada disponível ( e as tadinhas levam 4 HORAS para carregar), fazer backup das fotos, carregar a bateria do micro, procurar o cartão SD de reserva, planejar os backups na coleção de USBs e deixar coisas para o dia seguinte, pois passa de meia-noite, você não tem mais certeza do que está fazendo, amanhã tem que acordar cedo e tudo de novo.
Ainda não inventaram um carregador de bateria para o viajante digital, se bem que o lugar para enfiar já imagino...
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