Esse foi fácil!

Consulado é repartição pública? O dos EUA no Rio não deve ser, onde o termo cunhado em nossas terras como sinônimo de ineficiência não se aplica.

Me senti como uma matéria prima entrando em uma fábrica. Quando eu fazia cara de perdido já vinha uma moça dizendo pra onde eu deveria ir. Fila na rua, guardadores de celular ao longo da fila da rua, triagem na fila da rua, verificação da documentação na fila da rua, revista pra entrar, fila da senha, fila da impressão digital, fila da entrevista e, enfim, rua.

Ah, a entrevista! Antes, na fila, já tentávamos adivinhar o que os entrevistadores perguntariam. Torci pra não cairmos com uma senhorinha, daquelas aparentemente indefesas se vistas andando no Largo da Carioca, que protegida pelo vidro do guichê 3 me fez lembrar uma professora carrasca de Hogwartz.

Pra minha surpresa, fomos recebidos por um simpático "Bom dia!" no guichê 6, onde a fábrica de vistos parecia ter reduzido a velocidade.

Quando viu o terceiro passaporte, disse:

- Ah, temos um bebezinho.

Depois seguiram-se as perguntas:

- Para onde vão?

- Por que Massachussetts?

Mais algumas perguntas sobre meu trabalho, sorrisos e comentários do tipo: "Hum, landscape designer..."

Até que um inesperável:

- Esse foi fácil! Quem dera todos fossem assim, seu visto foi aprovado.

Comentários

José Henrique disse…
Fácil mesmo. Também?!... Petrobrás?!... Mas eu acho que bem que o pessoal que vai para Miami poderia "doar" uma grana para o consulado levantar um puxadinho, para não ficar disputando lugar com os camelôs na calçada e atravancando o trânsito da rua. Mas que bom. Felipe vai voltar falando Inglês!