As armas, as armas (XII)

Só tu Tavira, Tavira, (1)
Aplaca-me toda ira!
Algarve, junto ao mar
És capaz de acalmar,
À beira da ria,
Sem escadaria,
Tudo que eu queria,
Oitava maravilha,
Quanto brilhas!
Mama mia,
A luso Venecia!
Adeus familia!
Estou outro homem,
I won't go home!

(1) Assim como Fail diz-se "Feil", Tavira diz-se "Te vire".

2. Da Engenheira Dra. Jessy Cerqueira, em depoimento exclusivo ao "As armas, as armas_XII", esta tarde, na cidade de Faro, a respeito do envelhecimento da população e consequente despovoamento das cidades do interior do País:

"- Em Portugal as pessoas não querem ter filhos; preferem ter cães. Porque os filhos custam; os cães também custam, às vezes até mais, porém controlam-se. Põe-se-lhes coleiras e controlam-se todos. Já os filhos não!"

3. Tem o nosso amigo Sr. Ramiro insistido para que provemos certo tipo de uva moscatel, peço desculpas, cujo nome só Memília sabe. Hoje, no pequeno almoço do Vila Galé - que está a merecer uma edição especial deste folhetim - dado que servimo-nos de uma uva muitíssimo saborosa, perguntei ao "Chef" - pois no Vila Galé tem essa coisa, até no café da manhã - perguntei-lhe, pois, como chamava-se aquela uva tão deliciosa, certo de que seria a tal, e que assim poderíamos acalmar o nosso amigo, dizendo-lhe honestamente "- Comemos, comemos sim, Sr. Ramiro". Porém para o meu desapontamento, a uva servida, apesar de maravilhosa, não era a tal.

Respondeu-me assim o Sr. Chefe:

"- A uva? - eles sempre respondem, primeiro, com outra pergunta - A uva chama-se Radio Globo"

Caramba! De lascar, voltei pra mesa, consultei o Book 6 e consegui traduzir para "Red globe".

4. A viagem continua nos valendo como grande fonte de aprendizado. Aqui no Vila Galé - talvez por ser muito estrelado - o elevador tem uma forma própria para funcionar. Por exemplo, se estamos no pavimento térreo e pretendemos subir ao terceiro andar, onde fica nosso quarto, devemos carregar - quer-se dizer, apertar - o botão DESCER, pois se nós queremos SUBIR, é preciso fazer o elevador DESCER. Muito claro, porque o que de fato comanda-se no caso é o que o ELEVADOR deve fazer, e não o que NÓS pretendemos.

Comentários

Priscila disse…
Essa do elevador mostra realmente que infelizmente a burocracia é o maior presente luso que ganhamos. Até pra pegar um elevador tem que especificar primeiro o que ele tem que fazer, o que já era mais que implícito.

Agora quanto ao fato de os portugueses não quererem mais filhos, essa é a nova moda Européia. A população está ficando cada vez mais velha e os únicos que continuam tendo pencas de filhos são os imigrantes. O que acaba aumentando a xenofobia ainda mais. Outro dia na aula de geografia o prof falou todas as medidas que os governos estão adotando pra mudar isso, como bolsa-auxílio para os novos filhos, licença maternidade estendida pra três anos e até licença paternidade. Mas mesmo assim as pessoas preferem viajar e viver a vida e não arrumar preocupações com filhos problemáticos...A não ser os imigrantes, que adoraram as medidas do governo! : )