As armas, as armas (III)
Por questão de ordem, volto a falar do "virão" de Lisboa:
- Domingo, enfrentamos cada um ao almoço 5 sardinhas grelhadas mal passadas. Por justiça, não se pode dizer que estivessem ruins, mas apenas esquisitas, uma vez que vieram à mesa com a cabeça, a alma, as tripas e tudo mais, muito à moda e ao gosto regional, porém demais pra mim, o que causou-me certo desconforto durante as muitas horas seguintes, eis que as criaturas detiveram-se em malabarismos "du soleil" na minha garganta até o dia seguinte de manhã, quando afinal entregaram-se diante duma avalanche de café com leite;
- À saída de Lisboa para Coimbra, a Catarina, que vem a ser a senhorita que faz o áudio do GPS, perguntou-me se desejava optar por estrada com postagem ou sem, e eu, subconscientemente, claro, escolhi o caminho sem postagem, quer dizer sem pedágio. O resultado foi que uma viagem facílima de fazer pela auto-estrada A1, por pouco que nos causa um grande transtorno, pois a Catarina, obediente mas desprovida de cérebro, a certa altura desviou-nos para uma estrada secundária, para mim não mais do que terciária. A rapariga, depois de muitas preces, redimiu-se e pôs-nos de volta na via principal, mas ela ainda paga-me pelo susto;
- Outro susto, que quase causa-me um curto-cirtuito, aconteceu na farmácia da rede "Portugal". Indaguei ao farmaceutico qual a agência mais próxima do Banco BPN - o banco que resgata em moeda local os cheques de viagem da Amex - e o gajo respondeu-me: "- O BPN? O BPN foi à vida!" Ora, ir à vida, em bom português, quer dizer quebrou, faliu, e isso descontrolou-me mais do que as sardinhas. A verdade ainda estou por apurar;
- Sim, agora viajamos em três: eu, Memilia e Dona Antonia. Pois eu estava a passear pela Rua do Comércio, quando vi Dona Antonia, mãe dum vinho do Porto Reserva de dez anos, a pedir-nos carona por módicos 6,50 euros, e eu, consternado, e com a aquiescência de Memília, resolvi livrá-la daquele cárcere duma vitrina de vidro e levá-la junto a passear, tudo por uma boa ação.
- Depois conto mais.
Abraços a todos
jvictor
- Domingo, enfrentamos cada um ao almoço 5 sardinhas grelhadas mal passadas. Por justiça, não se pode dizer que estivessem ruins, mas apenas esquisitas, uma vez que vieram à mesa com a cabeça, a alma, as tripas e tudo mais, muito à moda e ao gosto regional, porém demais pra mim, o que causou-me certo desconforto durante as muitas horas seguintes, eis que as criaturas detiveram-se em malabarismos "du soleil" na minha garganta até o dia seguinte de manhã, quando afinal entregaram-se diante duma avalanche de café com leite;
- À saída de Lisboa para Coimbra, a Catarina, que vem a ser a senhorita que faz o áudio do GPS, perguntou-me se desejava optar por estrada com postagem ou sem, e eu, subconscientemente, claro, escolhi o caminho sem postagem, quer dizer sem pedágio. O resultado foi que uma viagem facílima de fazer pela auto-estrada A1, por pouco que nos causa um grande transtorno, pois a Catarina, obediente mas desprovida de cérebro, a certa altura desviou-nos para uma estrada secundária, para mim não mais do que terciária. A rapariga, depois de muitas preces, redimiu-se e pôs-nos de volta na via principal, mas ela ainda paga-me pelo susto;
- Outro susto, que quase causa-me um curto-cirtuito, aconteceu na farmácia da rede "Portugal". Indaguei ao farmaceutico qual a agência mais próxima do Banco BPN - o banco que resgata em moeda local os cheques de viagem da Amex - e o gajo respondeu-me: "- O BPN? O BPN foi à vida!" Ora, ir à vida, em bom português, quer dizer quebrou, faliu, e isso descontrolou-me mais do que as sardinhas. A verdade ainda estou por apurar;
- Sim, agora viajamos em três: eu, Memilia e Dona Antonia. Pois eu estava a passear pela Rua do Comércio, quando vi Dona Antonia, mãe dum vinho do Porto Reserva de dez anos, a pedir-nos carona por módicos 6,50 euros, e eu, consternado, e com a aquiescência de Memília, resolvi livrá-la daquele cárcere duma vitrina de vidro e levá-la junto a passear, tudo por uma boa ação.
- Depois conto mais.
Abraços a todos
jvictor
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