As armas, as armas (I)
Não sei o que pensam sobre o título, mas pareceu-me o mais adequado para ilustrar esta nossa travessia.
Aliás, após tanto ouro em igrejas, museus, bibliotecas manoelinas e por aqui afora, veio-me a idéia de chamar esta série de "oh, minas gerais", mas o que estava decidido inicialmente foi o que prevaleceu.
Falo, hoje, sobre Lisboa, com um dia de atraso, posto que foi impossível pilotar ontem este minúsculo teclado a bordo da terceira dose consecutiva dum rosé chamado Barros, bem nascido no Douro.
A propósito, já enfrentei hoje o calor com cerca de tres ou quatro Sagres escuras, razão por que peço logo excusas pelos eventuais arranhões no idioma, ou tão cedo não poderiamos conversar:
- Pois que é "virão" em Lisboa, e nesta altura Lisboa é tão quente quanto o Rio durante o dia (36/40ºC), tão fria quanto a serra fluminense à noite (18/20ºC), e torna-se um fervo de gente noite e dia como só vi igual num feriadão de 1º de maio, em Paris, o que os nossos parceiros João e Vania, naquela época, podem hoje explicar-les melhor que eu com palavras. Porque é férias em toda a Europa de 15/07 a 15/09, Lisboa está repleta de franceses e francesinhas, italianos e italianinhas, só ainda não vi japoneses por aqui, graças a Deus, mas como a felicidade nunca é completa, há muitos espanhóis, que raça;
- Estou aplicando uma técnica muito interessante para quem viaja com uma traveler's photographer, que consiste basicamente de enaltecer qualquer coisa, desde que haja perto uma cadeira, um banco, ou o que for da espécie, à sombra, de modo que enquanto a fotógrafa entusiasma-se, eu, o parceiro, fico a descansar. Esta estratégia rendeu-me, apenas para citar um exemplo, 15 minutinhos sentado dentro da Sé de Lisboa. Há outros chamarizes igualmente eficazes para cooptar a parceira ao descanso, por exemplo, tortas de chocolate muito bem expostas nas vitrinas das pastelarias de Lisboa, e existem delas aos montes, que entretanto dispõem de todo tipo de guloseima portuguesa, menos pastel;
- Tive a impressão de que todas as ruas de Lisboa apenas sobem, sobem... Creio que os portugueses quando precisam descer, fazem-no pelo mesmo lugar por onde subiram. Mas eu, que não estive pelos mesmos cantos mais de uma vez, nunca desci, apenas subi, subi...;
- De certo não terei os mesmo problemas que me causou o falecido Cretácio, pois que desta vez veio comigo um parente dele, bem mais novo, que há de aguentar o rojão, embora eu não esteja totalmente certo disso, porque essa juventude! Por outro lado, como não acreditei no "virão" de Lisboa, trouxe comigo apenas a Amélia, nome de batismo da minha única bermuda, que pelo andar da carruagem, não há de suportar toda a faina;
- Amanhã falo de Coimbra, pois que também é "virão" em Coimbra.
Abraços a todos
jvictor
Aliás, após tanto ouro em igrejas, museus, bibliotecas manoelinas e por aqui afora, veio-me a idéia de chamar esta série de "oh, minas gerais", mas o que estava decidido inicialmente foi o que prevaleceu.
Falo, hoje, sobre Lisboa, com um dia de atraso, posto que foi impossível pilotar ontem este minúsculo teclado a bordo da terceira dose consecutiva dum rosé chamado Barros, bem nascido no Douro.
A propósito, já enfrentei hoje o calor com cerca de tres ou quatro Sagres escuras, razão por que peço logo excusas pelos eventuais arranhões no idioma, ou tão cedo não poderiamos conversar:
- Pois que é "virão" em Lisboa, e nesta altura Lisboa é tão quente quanto o Rio durante o dia (36/40ºC), tão fria quanto a serra fluminense à noite (18/20ºC), e torna-se um fervo de gente noite e dia como só vi igual num feriadão de 1º de maio, em Paris, o que os nossos parceiros João e Vania, naquela época, podem hoje explicar-les melhor que eu com palavras. Porque é férias em toda a Europa de 15/07 a 15/09, Lisboa está repleta de franceses e francesinhas, italianos e italianinhas, só ainda não vi japoneses por aqui, graças a Deus, mas como a felicidade nunca é completa, há muitos espanhóis, que raça;
- Estou aplicando uma técnica muito interessante para quem viaja com uma traveler's photographer, que consiste basicamente de enaltecer qualquer coisa, desde que haja perto uma cadeira, um banco, ou o que for da espécie, à sombra, de modo que enquanto a fotógrafa entusiasma-se, eu, o parceiro, fico a descansar. Esta estratégia rendeu-me, apenas para citar um exemplo, 15 minutinhos sentado dentro da Sé de Lisboa. Há outros chamarizes igualmente eficazes para cooptar a parceira ao descanso, por exemplo, tortas de chocolate muito bem expostas nas vitrinas das pastelarias de Lisboa, e existem delas aos montes, que entretanto dispõem de todo tipo de guloseima portuguesa, menos pastel;
- Tive a impressão de que todas as ruas de Lisboa apenas sobem, sobem... Creio que os portugueses quando precisam descer, fazem-no pelo mesmo lugar por onde subiram. Mas eu, que não estive pelos mesmos cantos mais de uma vez, nunca desci, apenas subi, subi...;
- De certo não terei os mesmo problemas que me causou o falecido Cretácio, pois que desta vez veio comigo um parente dele, bem mais novo, que há de aguentar o rojão, embora eu não esteja totalmente certo disso, porque essa juventude! Por outro lado, como não acreditei no "virão" de Lisboa, trouxe comigo apenas a Amélia, nome de batismo da minha única bermuda, que pelo andar da carruagem, não há de suportar toda a faina;
- Amanhã falo de Coimbra, pois que também é "virão" em Coimbra.
Abraços a todos
jvictor
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